Sefer ha Zohar

Gomes   27 de novembro de 2016   Nenhum comentário em Sefer ha Zohar

IMG_20161124_155010710_HDRChegou, O Livro do Esplendor ou Sêfer ha Zohar. Estou atrasado com o post, o livro chegou dia 24, dia 25 fui a Sampa, dia 26 eu dormi.

Mas meu exemplar, gentil e gratuitamente enviado pela Polar Editora http://polareditorial.com.br/, finalmente chegou. Gratidão imensa à Polar Editora, muito contente.

O Sêfer ha-Zohar (Livro do Esplendor) apareceu na Espanha no fim do século XIII e é a obra literária mais importante da Cabalá, a tradição mística judaica. Como diz Gershom Scholem, um dos maiores especialistas nessa área, nenhuma outra obra “teve uma influência e um sucesso sequer aproximadamente similares ao seu. […] uma fonte de doutrina e revelação igual em autoridade à Bíblia e ao Talmud, e com o mesmo grau canônico: o que é uma prerrogativa que não pode ser postulada por nenhuma outra obra da literatura judaica.”

O Zohar foi escrito na forma de uma longa novela em que grandes rabinos do século II discutem e explicam os segredos dos cinco livros de Moisés (a Torá) e de outros livros das Escrituras Sagradas. Dentre esses grandes rabinos, destaca-se a figura de Shimon ben Yochai, um dos maiores santos da história do judaísmo.

O Zohar (em hebraico זהר, “esplendor”) é considerado como um dos trabalhos mais importantes da Cabalá, no misticismo judaico. E faz parte dos livros que seriam canônicos para os judeus.

Trata-se de comentários místicos sobre a Torá (os cinco livros de Moisés) escritos em aramaico e hebraico medieval. O Zohar contém uma discussão mística sobre a natureza de Deus e considerações sobre a origem e estrutura do universo, a natureza das almas, pecado, redenção, o bem e o mal, e diversos temas relacionados.

O Zohar não é um livro, mas um grupo de livros. Estes livros incluem interpretações bíblicas assim como matérias sobre teologia, teosofia, cosmogonia mística, psicologia mística, e também o que alguns poderiam chamar de antropologia.

O Zohar teria aparecido primeiro na Espanha, no século XIII, e foi publicado por um escritor judeu, o rabino Moisés de León (Moshe ben Shem-Tov). De León atribuía o trabalho a um rabino do século II, Shimon bar Yochai, que foi uma verdadeira lenda judaica durante a época da perseguição romana. Dizia-se que o rabino Shimon ter-se-ia escondido em uma caverna por 13 anos, estudando a Torá com seu filho, Eleazar, e que, durante esse tempo, o rabino fora inspirado por Deus para escrever o Zohar. A obra teria permanecido oculta durante muitos séculos, tendo sido publicado somente no Século XIII, por Moshe de León.

Porém, um historiador do século XX, Gershom Scholem, com base em contos contemporâneos de De León e em evidências contidas nos textos do Zohar (sintaxes do idioma espanhol, por exemplo) concluiu que De León teria sido o seu verdadeiro autor. As suspeitas surgiram pelo fato de o Zohar se referir a eventos históricos de um período pós-talmúdico, embora supostamente o texto fosse de uma época anterior. Isto fez com que o autoria fosse questionada desde o início. Segundo a tradição, após a morte de Moisés de León, um homem rico de Ávila, chamado Joseph, ofereceu à viúva de Moisés de León – que não tinha nenhuma forma de sustento, após o falecimento do marido – uma grande soma de dinheiro pelo original da obra, do qual seu marido havia feito uma cópia. Então, ela teria confessado que seu marido era mesmo o autor do trabalho e que, por várias vezes, ela havia perguntado o porquê de ele creditar os próprios ensinamentos a outro. O marido sempre respondia que as doutrinas de Shimon bar Yochai, se colocadas publicamente, poderiam ser um trabalho milagroso e também uma rica fonte de lucros.  Fiz pesquisas na Wikipédia, a Enciclopédia Livre.

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