Em Frente!

Gomes   23 de setembro de 2016   1 comentário em Em Frente!

A vida tem alguns reveses, esta semana não foi diferente.  Difícil terminar mais uma semana, sem ter ganho o pão, sem ter produzido efetivamente. É normal se abater diante das dificuldades e provações. E, justamente nesses momentos de angústia e dúvidas é que nos sentimos perdidos, desamparados e desorientados. Claro, sempre tem a famosa Lei de Murphy ou a principal, que é “Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível.”  Triste isso né.  Apesar dos pesares, vamos em frente, eu só não vou me permitir cair na mediocridade, não…  jamais.  Como todos sabem, (aliás um aparte, tenho muitos visitantes porque tenho um sistema instalado que mede o fluxo de visitas no blog, mas muitos não estão deixando mensagens, então não posso ter um feedback se estão gostando ou não deste simples blog), voltando, como todos sabem saí recentemente da “piração” ou da “depressâo”, que deixo entre aspas porque o deprimido teria que tomar remédios, mas eu não uso isso.  Só em casos em que sou obrigado, mesmo,  mas saindo desta depressão que entrei quando minha companheira de vida foi para o Oriente Eterno. Foi realmente um baque.   Mas a vida segue seu fluxo, um dia irei também e assim como todos.   Estou lutando para conseguir dinheiro, aos sessenta anos, não é fácil, e tenho me esmerado nesta tarefa. Quer conhecer? clica aqui e vá para o Jornal Virtual

O mercado está ainda muito ruim, a turma dos corruPTos fez o pior pelo Brasil, e eu não sou diferente da maioria pois estou passando mal bocados e estou contando apenas com minha mãe, com o Luciano meu cunhado e minha irmã Leiza e com o Mateus que está garantindo o aluguel até que eu me restabeleça. Estou recomeçando a vida aos sessenta anos e lutando para sair do marasmo intelecto-emocional-motivacional-espiritual que me encontrava e agora lutando para sair do sufoco. Estou lendo um livro gostoso de Joe Vitale e Ihaleakala Hew Len, chamado LIMITE ZERO o sistema havaiano secreto (mesmo???) para prosperidade, saúde, paz e mais ainda. Vamos ver. Enfim tudo tem ajudado, mas só falta a adversidade dar uma folga, tenho procurado e muito a saída para a minha crise pessoal.  Escrevi no meu bujo (Bullet Journal) um texto sobre quem semeia tempestade, mas não fui tão desidioso assim, não fui um santo mas também não semeei o mal, escrevi então no bujo CHEGA, CATSO. EU QUERO MESMO É SER FELIZ. E TODOS MEUS ESFORÇOS SÃO PARA ISSO. É MINHA META DE VIDA.

Mas pegando um ânimo aqui, uma motivação acolá, vamos trabalhando, estou na oferta ativa, fazendo meu CRM gratuito, como não posso pagar fiz o Agendor, e indico é muito bom e com chance de começar até um patamar onde se possa já pagar, é muito bom.  Adaptei também o Bullet Journal ao trabalho, nada dos lindos caderninhos de menina, o meu é profissional e masculino mesmo.  Estou me preparando aos poucos mas agora lutando a mil.

Mas vamos mudar essa prosa, erguer o astral, vou colocar um texto muito gostoso, que varreu a net no final dos anos 90, acho que foi em 97..98 (sim, sou dino-informático). e sei que vão gostar, é um texto do Max Gehringer e como está nos meus alfarrábios digitais a muito tempo não lembro se eu editei este texto ou não.  Mas assim mesmo, aqui vai:

Ajoelhou tem de rezar – Por Max Gehringer
O calvário de uma executiva até chegar ao céu corporativo.

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 O empregado tradicional está morto! -- disse o mestre.
 E a Márcia Maria, do meu lado, suspirou:
 -- Ah, não! Morri de novo...

 Era o quinto falecimento da Márcia em oito anos, mas ela até que tinha
 sobrevivido bem aos quatro anteriores. O primeiro deles foi quando
 acabou o namoro dela com o Vantuil, e este não se conformou:

 -- Pra mim você morreu, Márcia.

 O Vantuil, apesar do nome, era boa-praça. Mas a Márcia, aos 19 anos, não
 estava a fim de se amarrar. Queria investir numa carreira de sucesso,
 por isso chutou o Vantuil, que era meio paradão, zen demais para o gosto
 dela. Mas a decisão foi difícil e por isso a Márcia tomou uma medida
 drástica: trancou-se em seu quarto e chorou a noite inteira. E sua mãe,
 dona Diamantina, ali, tentando ajudar:

 -- Olhe a coisa pelo lado bom, minha filha.

 -- Que lado bom, mãe? O Vantuil disse que eu morri!

 -- Então. Só quem morre vê o céu por dentro.

 A Márcia internalizou a desdita, crente de que ver o céu corporativo por
 dentro valia qualquer sacrifício. Matou a pau na faculdade, conseguiu e
 encaixar numa empresa de exportação e com o tempo foi se tornando
 indispensável, porque era a única que sabia tudo sobre guias,
 formulários, decretos e trâmites burocráticos. Tanto que, como
 reconhecimento, a empresa a enviou ao seminário "Perspectivas da
 Exportação para o Terceiro Milênio". A Márcia nem tinha se ajeitado
 direito na cadeira e, lá do púlpito, o apresentador fulminou:

 -- Na empresa moderna, o especialista está morto!

 Hããã? A Márcia pensou que não tinha ouvido direito, mas tinha. O
 terceiro milênio pertenceria aos generalistas, e ela era uma
 especialista. Gente como ela, o apresentador decretou, se tornaria um
 fardo para as empresas porque era preciso multiculturalidade,
 multipluralidade e mais meia dúzia de coisas começadas com "múlti", que
 os especialistas não tinham.

 O céu ficou um pouco mais distante, só que a Márcia não era de desistir
 assim tão fácil. Ninguém na empresa entendeu bem por quê, mas ela tanto
 implorou que conseguiu uma transferência para a área comercial. Iria
 aprender tudo o que pudesse e depois pediria para fazer um estágio na
área jurídica. Ou na de compras. Ou na oficina mecânica. O importante
 era generalizar.

 Num desses corrupios, a empresa botou a Márcia para tomar conta de uma
 pequena equipe de almoxarifado e descobriu que ela tinha um insuspeitado
 espírito de liderança. O estilo gerencial da Márcia era o que ela
 chamava "gestão por TPM". Ou seja, era como se todo dia fosse o pior dia
 do mês. E tome pressão! Os resultados eram ótimos, mas todo mundo ali
 vivia estressado. Um dia, um funcionário da Márcia, o Nestor, reclamou
 que numa reunião ela havia dito que todo mundo ali no almoxarifado era
 incompetente:

 -- Desculpe, Márcia, mas você está generalizando.

 -- Só estou, Nestor! Mais generalizada do que eu, impossível.

 Daí a dois anos a Márcia finalmente lembrou que nunca na vida havia
 tirado férias. E já estava juntando uns pingados para curtir um par de
 dias na praia quando veio a notícia: a empresa tinha sido vendida para
 uma multinacional. E, claro, o VP de human resources da múlti alertou
 Márcia de que, dali em diante, quem não soubesse falar inglês estaria...


 -- Nem precisa me dizer! Já estou saindo da cova para fazer um curso!

 Por via das dúvidas, além do inglês, a Márcia aprendeu também um pouco
 de espanhol. Sabe-se lá o dia de tomorrow, ou mañana, ou qualquer outro
 amanhã que viesse pela frente. Mas valeu a pena, porque ela escapou da
 sinergização que estraçalhou o organograma de sua antiga empresa.

 Dona Diamantina andava preocupada porque a filha já não comia direito,
 não dormia direito, não tinha namorado e mais uma lista de deficiências
 que só mãe enxerga. A Márcia prometeu que dali em diante tudo iria mudar
 porque, afinal de contas, ela era uma
 ex-especialista-generalista-líder-poliglota e estava na hora de
 finalmente sair de férias. Foi quando Dona Diamantina ligou a TV para
 saborear sua novelinha e apareceu um sujeito num desses canais com muita
 conversa e pouca ação:

 -- No mercado de trabalho, hoje, quem não tem MBA está morto e ainda não
 percebeu.

 A Márcia rolou no chão num espasmo post mortem. Cancelou de novo as
 férias e saiu naquela mesma noite procurando um MBA para poder
 ressuscitar antes que a empresa percebesse que ela era uma alma penada.
 Perdeu meio quilo por mês nos longos meses seguintes, até pesar --
 segundo Dona Diamantina -- menos que as penas do travesseiro. E foi só
 aí, quando se certificou de que nada mais lhe faltava, que a Márcia
 ensaiou aquela ida à praia. Mas antes aproveitou para assistir a uma
 palestra sobre competitividade no mercado de trabalho, só para não
 perder o hábito. E foi lá que morreu pela quinta vez:

 -- O empregado tradicional está morto! -- disse o mestre.

 A moda agora era o empreendedorismo. A Márcia nem quis saber direito o
 que era aquilo, só onde assinava para se matricular. O mestre esclareceu
 que empreendedorismo não era uma técnica, mas um estado de espírito. Era
 o funcionário decidindo como se fosse o dono. Para os não
 empreendedores, só restava a sepultura profissional. Só que a Márcia nem
 ouviu, porque havia saído em disparada pelo corredor. E já ia rasgando
 passagem para a praia quando percebeu, sentado lá na décima fila,
 ninguém menos que o Vantuil. Mais gordo, sem o bigode, mas era ele
 mesmo.

Conversa vai e volta, a Márcia ficou sabendo que o Vantuil não era nem
 especialista, nem generalista, nem poliglota, nem tinha MBA e não
 aparentava nenhuma propensão para empreendedor. Mas, incrivelmente, dava
 a impressão de ainda estar vivo.

 -- Vantu, me conte, como você conseguiu sobreviver esses anos todos?

 -- Ah, numa boa. Tranqüilo. Ganhando uma nota preta. Dou consultoria,
 sabe?

 -- Em quê??

 -- Qualidade de vida. Conselhos sobre relaxamento mental. Coisa
 filosófica, assim bem zen. Você sabe, o mercado está infestado de
 profissionais que nem sabem mais o que é viver porque estão morrendo de
 tanto trabalhar. Sou um sujeito de sorte tenho tudo o que quero, dinheiro,
 tenho prazer no meu trabalho, sou realizado e reconhecido profissionalmente, 
mas muito mais do que isso, tenho uma esposa que me espera em casa todos os dias
com carinho, muitos beijos e sempre um algo mais. Sou um sujeito muito feliz.

Mas e você, Marcinha?

 -- Ah, eu estou aí, na fila para ver o céu por dentro.
 Por enquanto tenho morrido bem, obrigada.

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